quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mulheres guerreiras são o tema do programa de rádio “Nossa História”

Mulheres guerreiras são o tema do programa de rádio “Nossa História”

As mulheres guerreiras, desde o século XVI, são o tema do programa “Nossa História” deste sábado (17), às 18h, pela rádio Paraná Educativa AM 630. Os escritores e pesquisadores Olavo Soares e Átila Borges contarão histórias de mulheres “que não estão nos livros”.

O professor aposentado Olavo Soares, da UEPG e da UFPR contará suas descobertas sobre a adelantada espanhola Mencía Calderón de Sanábria, que liderou um exército de quase uma centena de mulheres na luta pela terra no sul do Brasil no século XVI. O também professor e escritor Átila Borges falará de seu novo livro, “A Menina e o General”,envolvendo Maria Rosa , guerreira do Contestado, e o General Carneiro. A major da ativa Mirian Biancolini Nóbrega, da Polícia Militar do Paraná, contará dos 30 anos de história das mulheres na corporação.

A produção e apresentação são de Zélia Sell e Guilherme Nascimento e os trabalhos técnicos de Reinaldo Villas Boas. O programa pode ser ouvido pela internet em todo o Brasil e exterior nas páginas www.nossahistoriaam630.cjb.net e www.pr.gov.br/rtve.

Mulher Guerreira enredo de escola de samba

ycamiabas site copy1A décima escola a desfilar no dia 13/02/2010 , sábado de carnaval, por volta das 03:42 da manhã, trará para a Avenida Marquês de Sapucai lendas, costumes, rituais, mistérios e lutas, contando a estória de mulheres que viviam em isolamento ao sexo oposto e galgavam conquistas através de sabedoria. Esta estória passa na fronteira entre Amazonas e Pará e considerando o conhecimento dos Europeus cabe uma analogia entre as Ykamiabas e as Amazonias da Capadócia, reagião da na Ásia menor. Considerando o potencial de realização do Carnavalesco da “Princesinha da Zona Sul” a Acadêmicos da Rocinha, pode- se esperar um ótimo desfile de fantasias, com carros fantásticos e belas surpresas para o carnaval. Remetendo-me ao passado encontro um antigo Bloco carnavalesco da comunidade da Rocinha, cito o Império da Gávea, que descreveu a lenda de Iracema “A virgem dos lábios de mel”. Na época houve uma aceitação imensurável com o tema e a Rocinha sagrou-se campeã do carnaval. Agora a Rocinha com sua visão diferenciada e potencial de relaização superior aos de outrora, com as ferramentas certas, recursos humanos capaz e boa motivação vai fazer, com certeza, um dos mais belos carnavais realizados nesta nova gestão.

No projeto Rocinha 2010, a escola dá seus primeiros passos, deixando com os compositores o próximo, que é a composição do hino oficial de 2010. É para eles que desejamos inspiração total e uma ótima sorte nos cortes de samba, pois com certeza estaremos realizando uma entrevista com os compositores campeões e exaltando a bela obra que nos devolverá a nota 10 em samba enredo.

Parabéns para o GRESAR pela escolha acertada do tema e sucesso na realização!

Sugestões de matérias, críticas e elogios enviem para: eusou.samba@gmail.com

Letra de Música de Alice Maciel

Mulheres Guerreiras

Mulheres guerreiras erga a bandeira
Porque nessa peleja
Deus vai pelejar (2x)

A mulher sábia edificará
A mulher virtuosa quem achará
A mulher que adora
É brasa viva no altar (2x)

Como pode está quieta
Se o Senhor deu uma ordem
Contra teus inimigos
Deus vai pelejar (2x)

A ordem é pra orar
A ordem é pra jejuar
A ordem é pra descer
A ordem é pra vigiar (2x)

{A ordem do Senhor
É para guerreiras continuarem marchando
Na oração, na vigilância, na prudência
Na presença do Rei dos reis
E o Senhor dos exércitos
Ele é nossa bandeira}

Dica de Leitura

LIVRO:Mulheres Guerreiras


Um livro imperdível
Coordenação: Clara Charf

brasileirasguerreiras - brasileirasguerreiras
Textos:Carla Rodrigues, Fernanda Pompeu e Patrícia Negrão
Fotos: Nair Benedicto e Bob Wolfenson
Editora Contexto
244 páginas
Formato 16 X 23 cm

Brasileiras Guerreiras da Paz traz perfis e fotos de mulheres de todo o Brasil, atuantes no campo, na academia, nas aldeias indígenas, nos quilombos, nas grandes cidades, nas periferias, no planalto central. São mulheres de 30 a 90 anos de idade: ativistas, anti-racistas, políticas, ambientalistas, escritoras, artistas, feministas, sociólogas, cientistas, advogadas, médicas, ialorixás, lideranças indígenas.
Fonte: site do Geledés ( www.geledes.org.br)
INFORMA GRUMIN/REDE DE COMUNICAÇÃO INDÍGENA

Computadores para a Associação de Mulheres Guerreiras

Computadores para a Associação de Mulheres Guerreiras e Produtoras Rurais de Araras

De acordo com o deputado Miguel Sena a viabilização desses computadores irá contribuir para o bom andamento dos trabalhos, garantindo desta forma rapidez, eficiência e seguramente, além de contribuir com a melhoria da qualidade dos serviços prestados a comunidade do distrito de Araras...

O plenário da Assembléia Legislativa aprovou indicação de autoria do deputado Miguel Sena (PV) reivindicando ao Governo, a formulação de convênio da Secretaria Estadual de Assistência Social com a Associação de Mulheres Guerreiras e Produtoras Rurais do distrito de Araras, pertencente ao município de Nova Mamoré, visando a aquisição de computadores com impressoras.

De acordo com o deputado Miguel Sena a viabilização desses computadores irá contribuir para o bom andamento dos trabalhos, garantindo desta forma rapidez, eficiência e seguramente, além de contribuir com a melhoria da qualidade dos serviços prestados a comunidade do distrito de Araras.

Segundo o parlamentar, as integrantes da Associação de Mulheres Guerreiras e Produtoras Rurais do distrito de Araras trabalham atualmente com precariedade, percorrendo 42 quilômetros até a sede do município de Nova Mamoré, para efetuarem atividades que necessitam de equipamentos de informática. A indicação do deputado Miguel Sena já foi encaminhada ao Governo Estadual.

Fonte: ALE/RO-DECOM

Mulheres Guerreiras Famosas

Olga Benário-

Presa e levada para a prisão em Gestapo 1936

De origem Alemã, nasceu em Monique no ano de 1908. Filha de um advogado social democrata e uma dama da alta sociedade.

Olga entrou para a militância comunista aos 15 anos de idade.

O "IV Departamento do Estado-Maior do Exército Vermelho", órgão que realizava a espionagem militar nos outros países, deslocou, em 1935, vários espiões para o Brasil;
- que um desses espiões era Olga Benário, que também usava os nomes de "Frida Leuschner", "Ana Baum de Revidor",

Em 1934, foi designada para assegurar a chegada de Luiz Carlos Prestes, onde lideraria a Intentona Comunista de 1935. Olga e Prestes acabaram se apaixonando e dessa união, Olga engravidou e foi presa em 06 de março de 1936.

Sua filha Anita Prestes nasceu na prisão de Gestapo em 1936 e sua guarda tutelar foi passada para a avó (mãe de Olga).

Olga Benário, morreu em 1942, numa câmara de gás.

Elisa Sorobovsk-1936

ELISE SABOROVSKY, alemã, também conhecida pelo apelido de "Sabo", foi presa no Rio de Janeiro após a Intentona Comunista e, em 1936, deportada para a Alemanha, juntamente com OLGA BENÁRIO. Elise era mulher de Henry Berguer.

Adalgisa Cavalcanti

Presa pela primeira vez em 1936
Foi comunista a primeira deputada estadual de Pernambuco

Nascida em Canhotinho - PE, em 28 de julho de 1905, filha de pequenos criadores e proprietários de terra. Como a mãe houvesse falecido, aos 11 meses ela é adotada pelos tios, com os quais passa a residir. O tio, plantador, criador e funcionário público, anti-religioso como a esposa, era político e, conforme nos diz Adalgisa, acompanhava sempre o Governo, embora simpatizasse com a Oposição, coisa que escondia, evidentemente.

Em 1934, teve os primeiros contatos com a literatura marxista, que, conforme confessa, era para ela de difícil compreensão. Só havia feito o curso primário, mas o Partido a instara a estudar um pouco mais, e durante alguns meses ela foi ajudada nesse particular por um professor, amigo.

Perseguida por suas idéias e por seu trabalho junto ao Partido, ela foi presa pela primeira vez em 1936. Respondeu a processo, foi condenada, passou quatro meses na Colônia Penal do Bom Pastor. Ao sair dali, viveu na clandestinidade, até a legalização do Partido, com o fim do Estado Novo. Passa então a integrar o Comando do Diretório dos Comunistas em Pernambuco e se torna sua candidata preferencial.

Em junho de 1954 ela confessa ter sido presa nove vezes. Em nenhuma dessas prisões sofreu tortura ou espancamento, como acontecia com outros membros do Partido, mas somente "provocações e ofensas morais", às quais respondia à altura, como confessa. Ao todo, segundo testemunho de sua sobrinha, por vinte vezes Adalgisa sofreu a humilhação da prisão. Adalgisa que se casou em 1922, que nunca teve filhos, tornou-se deputada em 1947: teve 2.298 votos, superando assim vários candidatos de outros partidos influentes. Adalgisa Rodrigues Cavalcanti foi uma parlamentar atuante.

Ao todo, Adalgisa Cavalcanti esteve presa durante vinte períodos, segundo afirmou na sessão da Assembléia que a homenageou, no dia 15 de setembro de 1997, sua sobrinha, Luciene de Freitas Brito.

Noemia Mourão- 1936

Di Cavalcanti casa-se com a pintora Noemia Mourão e, em 1932, publica o álbum “A Realidade Brasileira” uma série de 12 desenhos satirizando o militarismo da época. Em 1936, esconde-se na ilha de Paquetá e é preso com Noemia. Em 1938 passaram a morar em Paris, porém quando retornaram ao Brasil, ocorre novamente a prisão no Rio de Janeiro.

Carmen de Alfaya- 1937

CARMEN DE ALFAYA, Argentina, casada com RODOLPHO JOSÉ GHIOLDI, após a Intentona Comunista foi presa e, durante a II Guerra Mundial, deportada para a Argentina, onde vivia em 1993.

Raquel de Queiroz

Presa em 1937

Rachel de Queiroz nasceu em Fortaleza, Ceará, em novembro de 1910.Viveu parte de sua infância na capital do estado e parte, no interior, na fazenda dos pais. Depois da seca de 1915, que atingiu a propriedade familiar, mudou-se para o Rio de janeiro, onde ficou por pouco tempo, transferindo-se para o Belém do Pará.Ingressou no jornalismo como cronista, em 1927. Em 1930, lançou seu primeiro romance O Quinze que recebeu o primeiro prêmio, concedido pela Fundação Graça Aranha. Em 1931, veio ao Rio de Janeiro para recebê-lo, onde travou contato com o Partido Comunista Brasileiro. Nos anos seguintes, participou da ação política de esquerda, pela qual foi presa em 1937. Sem abandonar a ficção, continuou colaborando regularmente com jornais e revistas, dedicando-se à crônica jornalística, ao teatro e à tradução.

Nos anos 60, suas posições políticas ficaram cada vez mais conservadoras, a ponto de ter sido uma das poucas figuras intelectuais que apoiou indiscriminadamente o regime militar. Em 1977, rompendo velho tabu, foi a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.’

Eneida de Moraes

Ela esteve presa em Ilha Grande, uma das piores fases de sua vida.

O que era a prisão para mulheres militantes, simpatizantes ou companheiras de maridos, pais, noivos ou amigos envolvidos de algum modo com o PC, relata-nos Eneida de Moraes, escritora paraense, autora de Aruanda e de Cão da Madrugada.

Em Aruanda, Eneida conta como a solidariedade mantinha otimista o bando de mulheres que enchia pavilhões e celas em prisões do Brasil do Estado Novo. Apesar do espaço diminuto, demasiado quente no verão, demasiado frio no inverno, que eram obrigadas a ocupar, sempre lembrando, em meio ao silêncio e à angústia, "que a vida lá fora devia andar linda". Em turnos alternados, faziam ginásticas. Escreviam desabafos sobre as paredes. Cantavam, contavam-se histórias, falavam de suas famílias, dos filhos pequenos que haviam deixado (onde estariam eles agora, quem estaria cuidando deles?), repartiam umas com as outras o saber de que dispunham. Como uma certa Valentina, que ensinava Inglês às colegas. Como Nise Silveira, que dava lições de Psicologia, num Pavilhão das Primárias, no Rio. E Eneida escreve:

"De um lado e do outro da sala, enfileiradas, agarradas umas às outras, vinte e cinco camas. Quase presas ao teto, quatro janelas fechadas por umas tristes e negras grades. Encostada à parede, uma grande mesa com dois bancos. Ao fundo da sala, os aparelhos sanitários. Por maior que fosse nossa luta para mantê-los limpos e desinfetados, nunca conseguimos fugir do cheiro forte que exalavam”.

"Na casa de Detenção éramos sete mulheres numa cela. Resolvemos dar uma certa organização aqui, criando um sistema de vida tão disciplinado que não sentíssemos tanto a prisão (...) Tínhamos hora de estudo, de aula, de lazer, de ginástica, de cuidados com a higiene local etc. O que eu sabia ensinar ensinava: Francês, Biologia, noções de Higiene”.

"Vinte e cinco mulheres, vinte e cinco camas, vinte e cinco milhões de problemas. Havia louras, negras, mulatas, morenas; de cabelos escuros e claros; de roupas caras e trajes modestos. Datilógrafas, médicas, domésticas, advogadas, mulheres intelectuais e operárias. Algumas ficavam sempre, outras passavam dias ou meses, partiam, algumas vezes voltavam, outras nunca mais vinham”.

Os verdugos fascistas conduzem as mulheres ao local de
fuzilamento. Gestapo em Liepaja, em dezembro de 1941.

Clara Scharf- Por volta de 1950

Clara Scharf amargou sua primeira prisão política ainda nos tempos de Getúlio Vargas. Após o golpe militar de 1964, o companheiro de Clara, Carlos Marighela, foi assassinado “no auge da tortura” e ela, cassada por dez anos, passou para a clandestinidade.

Militância

Feminista desde os anos 50, Clara Scharf acha que a situação da mulher “mudou muito”. Mas lembra que "continuam a existir, infelizmente, o machismo, a discriminação e a desigualdade entre homem e mulher”. Com um riso cheio de energia que não denuncia os 78 anos de idade, comenta: “O bonito é que as mulheres nunca pararam de lutar e por isso elas mexem com o ser humano”.

Clara foi filiada ao Partido Comunista Brasileiro de 1945 a 1960 e entre os "períodos mais difíceis da vida" cita a fase final do governo Getúlio Vargas, nos anos 50. Teve a casa invadida e destruída no governo Jânio Quadros, mas o que considera "o pior" ocorreu nos chamados "anos de chumbo", que culminaram, para ela, com o assassinato do companheiro em 1969 e com os nove anos de exílio que se seguiram. “Começaram a prender, matar e torturar já na antevéspera do endurecimento da ditadura militar, por volta de 1968. Foi uma coisa infame, com todas as prisões, torturas e mortes, e ninguém podia se manifestar, só na clandestinidade", lembra Clara.

No depoimento à Rádio Nacional da Amazônia, ela também lamentou não ter sido mãe: "Não me foi possível ter uma vida familiar durante as ditaduras". Mas Clara Scharf ajudou a criar o filho do companheiro, Carlinhos Marighela, "que está vivo e cujos filhos eu considero meus netos". Na opinião da feminista, "tudo o que você faz em defesa do ser humano, é vida; a paz é vida, desde que esta paz defenda a saúde, a liberdade, a terra e os direitos humanos: tudo que afeta a vida tem a ver com a segurança humana”.

Fonte Parcial:- Radiobras -05/07/2004

Mulheres Guerreiras Famosas

Emma Goldman -1887


Nasceu em 27 de junho de 1868 na Rússia. Em 1882, onde se tornou operária influenciada pelo movimento intelectual russo, quando emigrou pra os Estados Unidos acompanhou as lutas operárias pelas 8 horas de trabalho que em 11 de novembro de 1887 provocaram o enforcamento dos quatro militantes anarquistas de Chicago.

Emma se tornou uma das principais anarquistas dos Estados Unidos e em Nova York iniciou sua atividade militante sendo presa por inúmeras vezes. Foi uma grande oradora e fundou a importante revista libertária Mother Earth. Depois de ser expulsa com Berkman e mais duzentos revolucionários e de deixar o seu país por não concordar com a repressão comunista, passou a percorrer vários países lutando pela causa operária, pelos direitos da mulher e pelo amor livre.Escreveu vários livros como Living My Life, Anarchism and Other Essays, Puritanismo e Outros Ensaios.

Por volta de 1900, com a prosperidade oriunda do café, que promoveu a intensificação do comércio e a abertura de indústrias, muitas mulheres passaram a deixar o campo e a dedicar-se ao serviço urbano. Mas o recato tinha que ser preservado, independente da classe social.

A opressão capitalista, chega a atingir a mulher inteligente que mesmo martirizada, vai se tornando cada vez mais atuante e revolucionária.


Rosa Luxemburg-1905

Rosa Luxemburg nasceu em 5 de março em Zamosc, Polônia, na área controlada pelo Império da Rússia. Posteriormente seguiu para Varsóvia, aonde foi educada e tornou-se ativista política. Em 1889, fugindo de perseguições políticas e um mandado de prisão, ela escapa da Polônia. Em 1898 ela migra para a Alemanha e se junta ao Partido Social-Democrata Alemão, posteriormente naturalizando-se alemã. Em 1905 Rosa Luxemburgo retorna à Polônia para participar de uma insurreição contra os czares, sendo depois presa por suas atividades.

NOTA: Rosa Luxemburg é o exemplo da mulher Marxista e intelectualizada, mártirizada pela opressão capitalista, Rosa é o exemplo da mulher inteligente e revolucionária. A mulher modelo.

Patrícia Rehder Galvão – Pagu- 1931

Segundo Geraldo Ferraz, a primeira mulher presa, no Brasil, por motivos políticos. Na sua "volta ao mundo", Pagu foi ao Japão, Estados Unidos, Polônia, China, França e Rússia. E suas viagens renderam frutos, pois acabou sendo a primeira repórter latino-americana a presenciar a coroação do Imperador de Manchúria (China). Através deste evento que ela obteve as primeiras sementes de soja para serem plantadas no Brasil.

Em 34, após sua ida à Rússia, Pagu começou a ficar decepcionada com o comunismo e constatou que os ideais não batiam com a realidade daquele país. Sua análise de Moscou foi: "Gente pobre nas ruas e luxo para os burocratas". Logo em seguida vai a Paris, estuda na universidade de Soborne, mas acaba presa como comunista, sendo obrigada a voltar para o Brasil.

Pagu, uma vez mais, foi trancafiada atrás das grades. Desta vez, por um período de cinco anos.

Seu regresso ao cárcere brasileiro, Pagu sofre bárbaras torturas.

Em 1940, ao sair da cadeia, rompeu definitivamente com o PCB, mergulhando numa crise existencial. “O luar! Há duzentos anos não vejo o luar”, escreve numa das crônicas que assina sob o pseudônimo de Ariel (1942), avisando que se sente gasta e cansada, embora disposta a prosseguir “a luta dos náufragos no alto mar”. Nesta fase, sua principal ocupação é combater, consigo mesma, contra a desistência.

Nise da Silveira- Presa em 1935

Nise da Silveira nasceu em 1906, em Maceió. Foi a única mulher, entre os 156 alunos da Faculdade de Medicina da Bahia, que se graduou em 1926. Em 1927 seu pai morreu, a mãe mudou-se para a casa do pai, e Nise, decidida como sempre, pegou um navio para o Rio de Janeiro. Começou sua carreira em psiquiatria no hospital que na época era popularmente chamado de hospício da Praia Vermelha (hoje Hospital Pinel), em 1933.

Morava num quarto do hospital; uma enfermeira, ao fazer a limpeza do quarto, achou livros socialistas na sua estante, e durante o Levante Comunista de 1935, em plena ditadura Vargas, denunciou-a. Embora fosse apenas simpatizante do comunismo, e não soubesse nada sobre a organização do movimento liderado por Prestes, Nise foi presa; ficou na Casa de Detenção durante um ano e 4 meses. Lá conheceu Olga Benário, Graciliano Ramos e outros participantes do movimento comunista, que se tornaram amigos seus. Diz ter tirado grandes lições deste período. ("Tudo vale a pena, se a alma não é pequena...").

Aurora A. de Los Santos De Silveira- Presa em 1935

“Pioneira espírita uruguaia nasceu no dia 28 de agosto 1890, em Montevidéu. Sofrendo as agruras de prisões e da separação dos filhos revelou a sua fibra de missionária, não deixando jamais o desempenho de uma tarefa apostólica que a impulsionava, e que culminou com a fundação de uma instituição espírita que também se tornou à pioneira naquela pátria irmã.

No dia Cinco de julho de 1935, transferiu seu domicílio para a capital uruguaia, em busca de melhores condições econômicas, passando a trabalhar como costureira. Aurora teve desabrochado a sua mediunidade, passando a fazer curas assombrosas de cegos, paralíticos, cancerosos e de uma série de pessoas desenganadas pela medicina oficial. Sua fama se espargiu e doentes vinham de todos os lugares em busca da cura.

Nessa época o Espiritismo no Uruguai era praticamente desconhecido e Aurora foi acusada de exercício ilegal da Medicina, sendo presa e recolhida a uma prisão de mulheres, onde permaneceu durante 6 meses. Seus filhos foram parar nos mais diversos lugares, inclusive em orfanatos. Terminada a sentença, abandonou a prisão, debilitada e abatida, porém isso não impediu que dentro de poucos dias voltasse ao mesmo lugar, reiniciando o seu trabalho apostólico.

Após grandes lutas conseguiu ver realizado o seu sonho, obtendo personalidade jurídica para uma instituição que fundou, o "Centro Evangélico Espiritual Hacia la Verdad", sociedade beneficente cuja inauguração ocorreu em 31 de maio de 1944, e cuja sede própria foi levantada em 1950, na Avenida General Flores, 4.689, em Montevidéu”.

Nota:- Os dados acima foram obtidos por intermédio de Baltazar Silveira, filho da grande pioneira.